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Comunicado

Prezado amigos, visitantes, leitores e seguidores deste Blog.

O Blog da Moska está acompanhando a discussão da alteração no plano diretor do município. Estivemos presentes até agora em todas as reuniões e audiências a respeito do assunto que trata da possível construção de casas do projeto do governo federal “Minha casa, minha vida” praticamente colada á “Lagoa do Peta”, em uma ZAP (Zona de Alta Permeabilidade), o que seria acabar com o que já vem sendo destruído há anos.

Embora Jaboticabal realmente precise, e muito, destas casas, a questão ambiental precede, mesmo porque segundo o secretário de planejamento Dé Berchielli, ainda existem outras duas opções para a construção das tais casas.

Enfim, vamos acompanhar com muita atenção todos esses passos, para em breve, podermos compartilhar maiores informações.

Um grande abraço a todos, e lembrem-se, essa luta também é nossa!
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Uma sala realmente secreta

Você esconderia de alguém alguma atitude honesta, ética e integra? Pois é, eu também não. Embora não faça questão de exibir minhas atitudes, posições e ideologias, também não as escondo. Uma conversa e ou uma visita em meu blog revelam como eu penso.

Porém com os homens públicos nem sempre é assim. Lembram-se do recente caso do ex-diretor-geral do Senado Sr. Agaciel Maia que possuía uma "sala secreta" para guardar documentos considerados sigilosos? Pois bem, vamos utilizar um pensamento lógico, para que serve uma “sala secreta”? Uma pessoa só esconde informações quando estas são estratégicas para empresas, uma patente por exemplo. Mas no âmbito público, do serviço público, as pessoas escondem informações quando essas comprometem a dignidade, o respeito e a moral de quem as esconde, ou de pessoas (ou grupos) que são próximas.

Vimos o que ocorreu na esfera da política nacional (no Senado da República, e já é preciso começar a discutir sobre a necessidade ou não do Senado, de um congresso bicameral). Talvez um reflexo distorcido, mas não menos nocivo a vida pública acontece também em nossa política municipal. Em uma das primeiras Sessões Ordinárias da Câmara dos Vereadores de Jaboticabal, o “ilustríssimo” Senhor Presidente da Câmara Mauro Cenço, para a infelicidade de todos os outros “nobres edis” referiu-se ao local, onde se reúnem previamente para discutirem projetos e requerimentos, como a “Sala Secreta”.

Mauro Cenço adjetivou de maneira ousada, porém sincera, a biblioteca da Câmara Municipal, e a população de nossa cidade já confirmou assim o seu batismo com a nomeação de “Sala Secreta”. Vejam a que ponto chegam as coisas: os senhores vereadores realizam duas sessões por mês, têm 15 dias para tomarem conhecimento, discutirem, analisarem, e tirarem suas dúvidas com relação aos projetos de leis e requerimentos que serão votados na sessão ordinária. Além disso, ainda dispõem se necessário, de mais algumas horas na tribuna durante as sessões para defenderem, discutirem e dividirem com a população tais documentos. Porém, ainda sim, tudo é decidido na “Sala Secreta” e não aos “olhos e ouvidos” da população. Por que tal atitude?

Todas as discussões que acontecem na casa de leis nos envolvem e nos interessam, afinal eles estão lá nos representando, ou pelo menos deveria ser assim. Como podemos aceitar e legitimar tais ações das quais nem sequer sabemos o que houve por trás delas? Como podemos nos sentir representados, sendo que eles nos deixam claro que as importantes decisões sobre o futuro de nossa cidade estão nas mãos de dez pessoas? Sem nomes? Afinal jamais saberemos quem foi realmente a favor e quem foi realmente contra alguma coisa. Que tipo de acordo foi realizado?

Jamais saberemos o que lá dentro acontece, quem garante que a quatro paredes eles são os mesmo que aparentam ser publicamente? Quem nos garante que não há troca de favores, pressões, ou até mesmo compra de opiniões? Como sustentar esse corporativismo?

Enfim, nós devemos exigir poucas, porém legitimas coisas: compromisso público e transparência. Realmente esses não são os objetivos de nossos nobres edis. Cabe a eles esconderem? Não, mas cabe a nós estranhar, divulgar e questionar tais atitudes.



Ariel Gricio – Blog da Moska
[www.eusouamoska.blogspot.com]

(Texto publicado no Jornal Tribuna 19/09/2009)
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Audiência Pública, pra que público?

Essa semana vocês devem ter notado que o Blog da Moska, passou meio “batido”, pois é, estive ocupado a semana toda pois estava fazendo um “estágio” em um jornal daqui da cidade. Conheci diversas pessoas interessantes e aprendi muitas coisas novas, além é claro de ter me preocupado e muito com os textos do Blog.

Ontem(17/09) aconteceu uma Audiência Pública, onde nem os vereadores ficaram sabendo, mas que segundo os advogados do prefeito (me refiro aos munícipes que defendem cegamente alguém sem nem precisar disso) disseram que o convite estava no site da prefeitura desde quarta. Nossa desde quarta. Mas e o lugar do convite? No cantinho inferior direito bem escondidinho. Mesmo que ocupasse a página da prefeitura inteira, só 10 mil munícipes tem acesso a internet, então os convidados dessa audiência eram somente os 10 mil munícipes Jaboticabalense?

Para quem não sabe, a prefeitura tem um assessor de comunicação que deveria ser responsável por quando ocorrer qualquer evento (principalmente de interesse popular), divulgar em rádios e periódicos desta cidade, para que dessa forma a população tome realmente conhecimento. Porém, sabemos que isso só acontece quando temos inaugurações de praças, pontes, prédios público, ou qualquer outra coisa do gênero.

Temos também que lembrar que se essa audiência que aconteceu ontem fosse divulgada em todos os veículos de comunicação, ainda sim de nada adiantaria, pois é quase impossível para um trabalhador ir até a Casa de Leis, em plena quinta feira logo de manhã. Afinal essa é uma audiência PÚBLICA, mas pra que público?

Será que a prefeitura dispensou seus funcionários para eles comparecerem e participarem disso como cidadãos?

Enfim, quem não deve não teme, e também não esconde nada, para que isso não aconteça novamente, vou anunciar aqui a próxima Audiência Pública, que será HOJE ás 19:30h na sala de sessões da Câmara Municipal. Compareçam, participem, e opinem, afinal eles estarão decidindo pra onde vai o NOSSO DINHEIRO, e o Blog da Moska também estará presente, para posteriormente divulgar aqui, o que lá ocorreu. Vamos aproveitar já que essa foi divulgada.

A foto abaixo é do sítio da prefeitura, veja aonde está a divulgação da Audiência, e o tamanho dela. Além disso observe se existe alguma data ou coisa do tipo.

(Para amplia-lá clique na imagem)
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No Brasil, a acumulação do capital está diretamente ligada à terra

“Quando a terra esta concentrada, o poder esta concentrado. O Brasil não é um país pobre, é injusto, conseqüência dessa estrutura de poder”. De acordo com o Professor Doutor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Walter Porto-Gonçalves, a realização da Reforma Agrária é fundamental para garantia da democracia no Brasil.

Para o Professor, no Brasil, a luta pela Reforma Agrária assume características essencialmente anti-capitalistas, diferente de muitos países que já realizaram a Reforma Agrária e destaca que a estrutura concentrada do poder e de terra no país tem suas origens na própria formação do Estado Brasileiro. “O Brasil conforma uma sociedade onde a estrutura de poder das oligarquias está extremamente ligada à estrutura de poder do estado. E, desde o início, a estrutura montada para a acumulação do capital está diretamente ligada a terra.”

Sobre o debate da Reforma Agrária na atualidade, o Professor Carlos Walter destaca a questão da territorialidade como um importante elemento para os movimentos sociais de luta pela terra. “Quando falamos que queremos ser reconhecidos pela nossa territorialidade, não queremos só a terra, queremos um sentido determinado de estar na terra, queremos o respeito ao nosso modo específico de estar na terra”.

Em entrevista à Comissão Pastoral da Terra (CPT NE2), o Professor fala sobre a formação do Estado brasileiro, a importância do debate da territorialidade na luta pela terra, dos desafios e de novas perspectivas para o avanço da luta pela Reforma Agrária no país.

Confira, a seguir, a entrevista:

Muitos países já realizaram a Reforma Agrária, seja pela Via Cepalina, seja pela revolucionária ou capitalista. Historicamente, no Brasil, a Reforma Agrária não aconteceu por nenhuma das vias. Quais são os elementos que impedem o avanço da pauta e a realização da Reforma Agrária no país?
A formação do Brasil é caracterizada por uma estrutura muito própria. A concentração fundiária é associada com a própria forma como o estado se organizou no país. O estado Português, então dono do território brasileiro, concedia Sesmarias aos filhos do Rei. Desde o início temos um processo cruel de formação da sociedade brasileira, e que vai ter a sua expressão na própria formação do território brasileiro, que é essa mancomunação entre as oligarquias e as próprias estruturas do poder. O estado português fazia a concessão da terra e investia nos sesmeiros, na prerrogativa de que ele [o sesmeiro], afirmando produtivamente sua sesmaria, afirmava também o controle social da metrópole portuguesa sobre o território. Assim, havia um objetivo político – o controle territorial – comandando a concessão das sesmarias. O sucesso econômico da sesmaria cumpria, assim, um objetivo político de controle territorial. O sesmeiro latifundiário era, desde o início um herói da conquista e, para isso, matar e desmatar foram seus instrumentos de controle territorial contra os índios e depois contra todos que não fossem fidalgos (palavra que deriva de “filhos d´alguém”). De modo que gerou essa oligarquia truculenta, violenta, que até hoje vem comandando o nosso país. O Brasil conforma uma sociedade onde a estrutura de poder das oligarquias está extremamente ligada à estrutura de poder do estado. E, desde o início, a estrutura montada para a acumulação do capital está diretamente ligada à terra. À época colonial, o Brasil já exportava a principal manufatura que circulava no mercado mundial: o açúcar. Ao contrário do que nos ensinaram nas escolas, o Brasil (assim como Cuba e Haiti) não exportava matérias primas e, sim, o açúcar, que era um produto manufaturado nos engenhos. Nossas oligarquias sempre foram modernas. A ideologia da modernização no Brasil “bem vale uma missa”, parodio Marx. Por tudo isso, a luta pela Reforma Agrária no Brasil acaba sendo uma luta anti-capitalista, uma luta que confronta o capital. Por isso tanta dificuldade de fazer a Reforma Agrária no Brasil.

É possível verificar essa violência histórica analisando os dados que a CPT colige todo ano. Por exemplo, no primeiro ano do governo Lula, em 2003, os índices de violência no campo aumentaram enormemente no Brasil. Os índices são comparáveis ao período da constituinte no final dos anos oitenta, quando a União Democrática Ruralista (UDR) atingiu seu auge. Naquele ano foram 73 assassinatos no país. Só no Pará foram 33. As elites partiram para a ofensiva, para a violência – seja pela milícia privada, seja pelo poder judiciário - temendo que Lula fizesse a Reforma Agrária. A violência naquele ano foi fruto da reação das oligarquias diante de um contexto que ela achava que seria favorável à Reforma Agrária. No período de debate da Constituinte, as elites partiram para violência no país inteiro porque achavam que se mexeria na estrutura da terra. Ou seja, nos anos em que a sociedade brasileira ousou ser mais democrática, foram os anos de maior violência no campo. Como Lula aderiu ao projeto agrário-financeiro das Oligarquias, a violência diminuiu nos anos seguintes. Ou seja, quem provoca a violência no Brasil não são os camponeses, não são os trabalhadores, é sempre uma violência protagonizada pelas oligarquias. Hoje, em pleno 2009, vivenciamos a mesma truculência de 500 anos atrás. Essa estrutura de poder profundamente desigual tem como base a concentração da propriedade da terra.

Como você avalia hoje a atuação do governo diante da Reforma Agrária?
Conversando com as pessoas que compõem o próprio Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra, elas dizem abertamente que o governo abandonou completamente a Reforma Agrária, e que está vivendo de apagar incêndio. Não precisa nem ser uma análise de alguém crítico ao governo. No Brasil, onde há mais demanda de terras é no Sudeste e Nordeste, entretanto, a maior parte dos assentamentos está na Amazônia. Há um descolamento entre a área onde há demanda de terra e onde o governo distribui a terra. Não há uma política de Reforma Agrária, no máximo, há uma política de colonização, o que acaba sendo o contrário da Reforma Agrária. E o Lula recebeu uma votação significativa, inclusive, pela sua trajetória política em defesa da Reforma Agrária. O Lula, até se eleger, jamais fez qualquer elogio ao agronegócio, ele jamais poderá alegar que já tinha simpatia pelo agronegócio antes de ser presidente. Ele acaba aderindo ao projeto das elites, das oligarquias, à lógica do agronegócio, e negando tudo o que ele disse ao longo de sua vida, ao contrário de FHC que fez no governo o que escreveu em seus livros (afinal, uma divergência importante de FHC com relação ao seu Mestre Florestan Fernandes é que em vez de romper com a dependência por meio da revolução democrático-socialista, como propunha Florestan, ele achava que deveria se aderir ao imperialismo como sócio subordinado. E foi isso que ele fez no seu governo).

Muitos dizem que a Reforma Agrária já não é mais necessária, que deveria ser feita nos anos 50, 60 quando o país estava se desenvolvendo. Muitos pensam que a Reforma Agrária está relacionada unicamente a questão econômica. A Reforma Agrária tem que ser vista, não como uma questão econômica, e sim como uma questão de democracia. Significa dizer que quando a terra está concentrada, o poder está concentrado. É claro que em um país que faz a distribuição de terras, a potencialidade e possibilidade da riqueza econômica também estará democratizada, mais isso seria uma conseqüência. O objetivo maior da Reforma Agrária é mexer na estrutura concentrada do poder. O Brasil não é um país pobre, é injusto, conseqüência dessa estrutura de poder. No Brasil, a Wolksvagem é proprietária de terra, assim como o Bradesco, o Itaú, o Daniel Dantas etc. E o que acontece nesses casos é que a terra fica improdutiva e serve apenas como moeda de troca pra receber financiamento (reserva de valor). Não sabemos se a Sadia ou a Perdigão são grupos agrários. Declarações do próprio presidente da Sadia afirmam que 80% dos lucros da empresas vêm do mercado financeiro, mas elas recebem financiamento do BNDES destinado à agricultura e com respaldo da sociedade. Para elas, o agro é só mais um negócio. É claro que se informarmos a sociedade brasileira que a Sadia, ou a Aracruz ou a Votorantin pedem dinheiro ao BNDES para simplesmente ganhar mais dinheiro no mercado financeiro elas não teriam o apoio que apregoam que o agronegócio tem. Mas elas dizem que é para produzir alimentos e aí saem abençoadas. Como se vê o agro é só um negócio!

Entre as experiências de Reforma Agrária, quais vêm se destacando e que poderiam ser um referencial pro Brasil?
Temos várias experiências de Reforma Agrária em curso no mundo. Cuba é um exemplo. O país hoje passa por uma Reforma Agrária dentro da Reforma Agrária. Lá, mesmo com realização da Reforma Agrária depois da Revolução, o monocultivo da cana continuou forte, pois a princípio não foi pensado um modelo de agricultura camponesa, de diversificação produtiva, de soberania alimentar e sustentabilidade. Agora, depois da queda da União Soviética, os cubanos estão vendo o valor da soberania alimentar e de encontrar um modelo agrícola e agrário em outras bases sociais e tecnológicas. Esse processo está sendo muito interessante. Também tem experiências importantes em curso na Bolívia, com um componente interessante que é o reconhecimento dos territórios indígenas. Na Bolívia, 62% da população falam línguas indígenas - Quéchua, o Aimara e o Guarani. Estamos falando da maioria da população. Nesse país, em 1952, houve uma Reforma Agrária em que a esquerda dividiu os territórios comunitários indígenas em parcelas camponesas, porque achava que os índios representavam o atraso. Esse processo atual com Evo Morales à frente é uma Reforma Agrária que reconhece a territorialidade indígena e não tenta fatiá-la em propriedades camponesas. Essas questões obrigam a esquerda a repensar sua própria forma de pensar o mundo, muitas vezes marcadas por uma visão também colonial.

Mas uma coisa é importante ser dita: não existem modelos de Reforma Agrária passíveis de ser transferido, copiado para qualquer outro país. Os países têm suas especificidades. O Brasil, por exemplo, tem uma diversidade ecossistêmica muito grande. Não poderíamos pensar em um modelo único de Reforma Agrária sequer para todo o nosso país. Além do Brasil ter uma enorme diversidade biológica, temos também uma enorme diversidade de povos e de formações camponesas muito singulares (fundo de pasto, faxinais, o complexo seringueiro, os retireiros do Araguaia, as quebradeiras de coco de babaçu, etc...). No Brasil se fala mais de 180 línguas indígenas, isso implica uma diversidade cultural enorme, isso implica populações que embora sejam pequenas, ocupam territórios que são relevantes. Essas populações são patrimônios culturais da humanidade, tem o direito a viver da maneira que querem viver e de decidir o que de nossa cultura querem e não querem. A Reforma Agrária está sempre associada a um projeto nacional que tanto pode ser um projeto que quer negar tudo isso em nome do progresso (como é o caso do agronegócio), como pode (e deve) ser um projeto que toma em conta toda essa diversidade social, cultural, política que o país possui. Chico Mendes, por exemplo, deu visibilidade a luta dos seringueiros e tinha essa compreensão. Ele propôs a Reserva Extrativista, que segundo ele era a reforma agrária tal como vista pelos seringueiros, que tem por trás e no fundo um projeto de nação, pois ele entendeu que para defender a Amazônia, tinha que preservar os seringueiros e os demais povos. Não há defesa da floresta sem os povos da floresta, como ele dizia. Aliás, Chico Mendes propôs no Congresso dos Trabalhadores Rurais realizado em Brasília, em 1984, que a reforma agrária deveria respeitar os contextos sociais e culturais, e eu diria, também geográficos, específicos. E essa tese foi aprovada.


Como você vê o cenário, o mapa atual da violência no campo no Brasil hoje?
Temos nos últimos dois anos um declínio nos conflitos no campo no Brasil. As razões podem ser múltiplas. Uma delas é essa questão dos programas sociais e seu poder apaziguador de conflitos, como é o caso do Bolsa Família, Bolsa Escola etc. Embora não seja só isso, isso é um componente importante que interfere no poder de mobilização da sociedade para lutar. De outro lado, as oligarquias estão satisfeitas com Lula. Elas baixaram o ímpeto de violência que tinham no início do governo, já que Lula aderiu ao projeto do agronegócio. O desenho novo que está aparecendo é o aumento significativo das comunidades tradicionais, entre os envolvidos nos conflitos no campo. Em 2007, 43% dos envolvidos nos conflitos eram comunidades tradicionais e, em 2008, esse número proporção passou a 53%. Isso significa que o capital está avançando e entrando em áreas que são tradicionalmente ocupadas por populações como essas.

Temos que ficar atentos que essas áreas são riquíssimas em biodiversidade. Então quando afirmamos que há o aumento do envolvimento das comunidades tradicionais atingidas pelo ímpeto da expropriação de terra pelo capital e envolvidas nos conflitos de terra, estamos falando também do avanço contra a riqueza de biodiversidade e diversidade cultural do país. Isso indica um elemento muito grave: a expansão do capital para novas áreas se dá muitas vezes por expulsão dessas populações. Por exemplo, a cana-de-açúcar vem se expandindo e entrando nas áreas onde antes havia o gado. Nesse caso, não há troca de um cultivo pelo outro. Nesse caso há troca de uma área de pastagem por uma de cana. Resta uma pergunta, pra onde vai o gado? O gado se expande... Vai pro interior da Bahia, pro Sertão do São Francisco, pra Amazônia. O gado aumenta a tensão nas comunidades tradicionais.

Qual a importância política da territorialidade no projeto de Reforma Agrária defendido pelos movimentos sociais?
A partir dos anos 70, passamos a ter um componente novo no debate político da questão agrária no mundo, onde o movimento indígena começa a colocar explicitamente no debate algo que historicamente sempre o caracterizou, a questão territorial. O debate territorial muda a qualidade do debate da Reforma Agrária, porque significa introduzir um componente de novo tipo na discussão, o da cultura. Quando falamos que queremos ser reconhecidos pela nossa territorialidade, não queremos só a terra, queremos um sentido determinado de estar na terra, queremos o respeito ao nosso modo específico de estar na terra. Estamos reivindicando a territorialidade distinta, exigindo o reconhecimento das diferenças. Isso acaba denunciando o caráter colonial com sua proposta de progresso levando à homogeneização inclusive da leitura do país. O país não era e não é homogêneo. As populações começam a reivindicar as reservas extrativistas, os fundos de pastos, não é mais uma questão só indígena e quilombola. O Brasil é repleto de diferentes “campesinidades”, que se criam a partir das condições diversas do ambiente, onde as comunidades vão criativamente se amoldando ao que os ambientes oferecem. Essas comunidades não são determinadas pelo ambiente, mas elas sempre partem do potencial produtivo da natureza. É uma cultura com a natureza e não contra a natureza. Isso é o novo bebendo na melhor de nossa tradição cultural. Nem tudo que é velho é bom, mas nem tudo que é novo também o é. É preciso abandonar qualquer fundamentalismo seja da tradição, seja do novo.

Por Helciane Angélica e Renata Albuquerque.

Com informações do MST.

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Transporte público... Que público?

Embora minha casa seja um pouco (alguns quilômetros) afastada do centro, só utilizo o transporte público em casos de muita necessidade, pois além de achar o preço da passagem alto, prefiro ir caminhando e aproveitando o passeio para ouvir música e admirar algumas belas paisagens de nossa cidade, do que sentar naquele banco me “mordendo” de raiva por me lembrar que a prefeitura pagou um bom valor à aquela empresa, que justificava ter tido prejuízo aqui na cidade.

Será que teve mesmo? Meu pai teve um comércio, e quando o mesmo não dava mais lucro ele o fechou. Não esperou dar prejuízo para depois ir até a prefeitura alegar tal fato, e pedir uma “ajuda” para retornar seu negócio.

Como se já não bastasse o valor do passe ser alto e eles terem recebido alguns milhões da prefeitura de nossa cidade, o serviço prestado ao nosso município ainda deixa muito a desejar.

Isso mesmo, quando entrei no ônibus logo sentei em um banco que estava “pegando fogo” por causa do sol forte que estava naquela tarde, depois disso percebi que havia uma mãe com uma garotinha que também se defendia do sol, com um panfleto. Ficou claro a urgência em colocar cortinas naqueles ônibus.

Porém vamos lembrar...

Você já viu algum “político” de nossa cidade pegar um circular? E alguém da família deles?

Acho que matamos a charada, como saber de uma necessidade, sem utilizar o serviço? Talvez seja isso que também aconteça com a saúde de nossa cidade. Ela não melhora, porque eles não utilizam o Pronto Socorro nem os CIAFS de nossa cidade. Talvez se isso ocorresse, talvez não teríamos falta de álcool em gel, sabonete, e papel toalha nesses locais.


Á e só pra lembrar, 20% da nossa câmara é composta por médicos, que fazem questão de aparecer nas fotos de textos relacionados às UPAs, mas não fazem a mesma questão de ajudarem, ou mesmo de fiscalizarem os nossos serviços de saúde municipal.

Poxa, poderíamos convidar o Dr. Nechar “que tanto tem feito pela saúde” para tirar uma foto ao lado das nossas belas camas enferrujadas e sem lençóis do pronto socorro. Mas aviso aos fotógrafos que levem uma câmera com um bom “flash”, pois não temos lá tanta iluminação assim.


Daí, temos uma bela lição!

Como disse uma vez um amigo: "Quer melhorar a saúde? Não vote em médicos", afinal com dois ali ainda não vimos muita mudança, que dirá com mais.

Bom, além das cortinas, percebi outro fato interessante, pouquíssimos bancos para as pessoas esperarem na praça o ônibus, além é claro da ausência de informações nos veículos dos bairros por onde eles vão passar.
Mas também esse é mais um serviço público... Que público?

PAGAMOS R$1,75 para não termos direito a uma cortininha, e esperarmos em pé os ônibus de uma empresa TERCEIRIZADA, isso quando ainda não temos que pagar pelos seus “prejuízos”.
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Ajudem, novo vídeo!

Bom dia a todos,

Novamente volto a esse diário moderno...

Hoje não postarei nenhum texto, pois várias coisas aconteceram ontem, e a produção dos mesmos ainda está sendo feita, espero que compreendam.

Ontem encontrei um visitante do Blog que elogiou o vídeo "Como é bom viver aqui", ele me disse que iria começar a tirar fotos "diferentes" da cidade como aquelas, e iria me mandar para que eu construísse um novo vídeo, pois ele disse que tem andado por ai e visto muita coisa errada.

Ai me surgiu a seguinte idéia, porque não abrirmos o espaço para todos ?

Claro, como não havia pensado nisso antes!

Pois então aqui vai!


Por favor, peço que aqueles que flagrarem atitudes irregulares em nossa cidade como obras mal feitas, descaso com terrenos baldios, asfalto ruim, escolas, hospitais, e qualquer prédio publico com problemas, que fotografem e enviem para o blog da Moska para fazermos um próximo vídeo.

Vamos selecionar as melhores, e em breve publicaremos um novo vídeo, mas esse com a colaboração de todos. Faça você também a sua parte, só assim com união é que conseguiremos mudanças.

Não serão dados créditos as fotos, ou seja, será colaboração. Deixando de lado a divulgação da identidade de quem colaborou.

Portanto, mandem as fotos para: arielgricio@ymail.com (sem necessidade de se identificar).

Assim que tivermos um bom número de fotos, começaremos a produção de um novo vídeo.

Obrigado a todos, e até amanhã.
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Começando diferente

Bom dia,

Hoje vou começar diferente.

Primeiramente gostaria de agradecer as pessoas que vem seguindo este blog diariamente, opinando e divulgando as informações aqui presentes.

No sábado (12), o Edson do “Debateonline”, publicou em seu blog o vídeo “Como é bom viver aqui” produzido pelo Blog da Moska e que ja teve mais de 100 exibições, quem quiser conferir é só [Clicar aqui].

Ontem o Blog da Moska acompanhou a eleição dos conselheiros tutelares, aproveitou para tirar várias fotos da Escola Municipal Coronel Vaz, que em breve serão divulgadas.

Também, ontem recebi um email indicando alguns textos. O cara que me mandou, sabendo do quanto questiono a atuação de nossos vereadores aqui em Jaboticabal, fez questão de me mandar dois textos sobre o assunto, eles seguem abaixo com suas devidas fontes.

Leiam, e tirem suas próprias conclusões.

Também gostaria de lembrar que hoje é o final do prazo para que cada vereador de Jaboticabal leve ao conhecimento do Presidente da Câmara, se quer ou não substituir seu frigobar com garrafinhas de água mineral por um filtro de cerâmica. Portanto, vamos aguardar.

Um bom início de semana a todos, e até mais.

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Brasil é o único país que paga salário a vereador

Pedro Rodrigues (PP), o vereador mais votado na última eleição em Patos de Minas, cidade a 400 quilômetros de Belo Horizonte, teve uma idéia que considerou genial: sortear com a população dois cargos de assessor parlamentar.

Cada cargo vale um salário de R$ 1.850,00. Apenas um deles exige do seu eventual ocupante o segundo grau completo. (...)

“Não dizem que os políticos só empregam parentes e amigos? Comigo não tem isso”, esclareceu. O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso.

Ex-secretário-geral do Ministério da Justiça no governo José Sarney, o jurista José Paulo Cavalcanti Filho garante que Rodrigues pode sortear os cargos, sim. E até deve ser elogiado por isso. O que ele acha errado é que Rodrigues ganhe salário e pague salário a quem o assessora.

Exatos 181 países fazem parte da ONU. Em um só se paga salário a vereadores ou a pessoas que exercem funções equivalentes. Adivinhe...

A única invenção brasileira reconhecida em fóruns internacionais é a duplicata mercantil. Data da época em que Dom João VI transferiu para o Rio a sede do império português. Nem o avião é, apesar do proclamado pioneirismo de Santos Dumont.

Pois a segunda invenção à espera de reconhecimento universal é o vereador pago. O vereador pago é como a jabuticaba, uma fruta genuinamente nacional.

Em raros dos outros 180 países, paga-se simbólica quantia aos conselheiros municipais. Eles se reúnem em local cedido pela administração do lugar. Oferecem lá suas idéias e vão para casa.

No Brasil, até 1977, somente os vereadores de capitais recebiam salários. Para fazer média com os políticos depois de ter fechado o Congresso, o general-presidente Ernesto Geisel estendeu o benefício aos demais vereadores.

Nos 5.561 municípios havia um total de 60.267 vereadores até 2004. A Justiça Eleitoral passou a faca em mais de oito mil vagas.

O Congresso ameaçou aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição que fixava em 57.295 o número de vereadores. Recuou e o número ficou em 50.653.

Poderia ser o dobro disso desde que pouco ou nada custassem aos nossos bolsos.

Sabe quanto eles custam? Algo como R$ 4,8 bilhões anuais.

É de lei: 5% da receita do município servem para pagar os vereadores, seus assessores e as demais despesas de manutenção da Câmara Municipal.

Você não acha que esse dinheiro seria mais bem empregado caso fosse destinado às áreas de educação e saúde, por exemplo? Afinal, a produção legislativa dos vereadores é irrisória e vagabunda.

Mas pense em propor acabar com a figura do vereador pago. Os deputados estaduais precisam dele para se eleger, assim como os federais precisam dos estaduais – e pelo mesmo motivo.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br
Autor: Ricardo Noblat

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Não precisamos de vereadores, deputados e senadores

Quanto custa o sistema Legislativo?

Por ano: R$ 6.584.807.148,00 (6,584 bilhões). Dá pra pagar 392.513 professores por um ano (com salário médio no país - fonte: IBGE)

Câmara dos Deputados: R$ 639.600.000,00 (639,6 milhões por ano).
533 deputados federais

Senado: R$ 2.763.210.348,00 (2,763 bilhões)
81 senadores

Câmaras de vereadores: R$ 3.060.000.000,00 (3,06 bilhões por ano).
51 mil vereadores

Assembléias Legislativas: R$ 121.996.800 (quase 122 milhões)
1.050 deputados estaduais

A conta é maior. Tudo isso não conta a manutenção dos prédios, anexos e funcionários concursados.

Veja como esse sistema é ineficiente:

A função de um legislador é fiscalizar e legislar (criar leis). Quantas leis são adaptadas ou criadas por mês? Quantas leis nos últimos 10 anos resultaram em melhoria da nossa qualidade de vida? Pelo contrário, os eleitos estão conseguindo piorar a legislação brasileira.

Você pode dizer que "o meu vereador asfaltou a minha rua e botou ambulância no bairro". Mentira dele. Ele conseguiu prioridade na prefeitura para fazer uma obra com recurso da prefeitura. Obra não é função de vereador. Se fez obra é pra confundir o eleitor.

Você poderia conseguir isso através da associação do bairro, indo direto a prefeitura.

A nossa Constituição é muito boa. Precisa de tanta gente e sustentar essa estrutura permanentemente?

E quem fiscaliza o executivo sem legislativo? Tribunais de contas precisam funcionar de verdade.

E quem aprova mudanças nas leis? O povo.

Então pode ficar assim:
Executivo - prefeitos, governadores e presidente
Judiciário - promotores, defensores e juizes
Legislativo - O povo.

Ferramentas digitais permitem participação massiva em pouco tempo, com pouco custo.

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição"

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988

Fonte: http://www.midiaindependente.org
Autor: Augusto Pereira
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Mais um pedágio, mas não em nossa cidade

Prezados amigos,


Ontem recebi um email de um companheiro de Sorocaba, ele explicou que a rodovia João Leme dos Santos, onde fica a UFSCar de Sorocaba, será duplicada através de uma concessão e conseqüentemente será colocado um pedágio na mesma.


Infelizmente, em Sorocaba eles não têm um Secretário de educação como o nosso, que luta contra os altos preços dos pedágios por livre e espontâneo amor a população de nossa cidade, ou seja, lá não houve manifestos em periódicos locais.


Sendo assim, percebi a real necessidade de também abraçar essa causa e ajudar nessa luta contra a criação do tal pedágio na rodovia da universidade. Sabemos que isso não é novidade no governo do tucano José Serra, ou como diria Paulo Henrique Amorim, do governador Zé Pedágio.


Porém não vamos ficar apenas assistindo a criação de mais esse empecilho na vida dos estudantes de Sorocaba que incluem em seu quadro de alunos jovens de assentamentos rurais, e até indígenas.


Eles já entraram em contato com políticos e outras universidades para conseguirem mais assinaturas, mas o número recolhido ainda não é suficiente.


Vamos ajudá-los nessa luta contra a pedagiação na UFSCar de Sorocaba, assinem o ABAIXO-ASSINADO digital com maior detalhes [Clicando Aqui]


Obrigado a todos!

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Arquivo Municipal

Depois da criação do vídeo “Como é bom viver aqui”, estava cansado pois foram mais de 4 horas seguidas aqui na frente dessa telinha escolhendo as fotos, fazendo a montagem e a mixagem do mesmo, então resolvi passear, e me distrair um pouco, por isso não havia postado nada ontem, no entanto acho importante informá-los que por dois dias seguidos o Blog teve mais de 40 acessos/dia, e o vídeo foi exibido mais de 80 vezes.

Pois bem, quando eu tinha uns 4...5 anos, minha Avó sempre me levava para passear, hoje fiz o contrário, resolvi eu convidá-la para fazermos um passeio, e ela como toda boa Avó aceitou, e nos encontramos no MUSEU HISTÓRICO DE JABOTICABAL.

Chegando lá encontrei uma amiga que ali estava de passagem e decidiu ir conosco a esse passeio “cívico-cultural”.

Combinamos ás 13:00 horas, porém chegando lá fomos descobrir que o museu só abriria ás 13:30, esperamos até as 13:45, até que uma funcionária da escola de artes nos convidou para entrar na própria escola, e nos levou até ao departamento de educação.

Fomos muito bem atendidos, nos trouxeram cadeiras, nos encheram de panfletos (desde revistas até fichas de inscrições para concursos fotográficos), além é claro de água e cafezinho. Estranhei o atendimento, afinal como meu pai sempre diz: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. E não só eu desconfiava, como também a Carol que estava junto e me lançava olhares irônicos com tal situação.

A diretora de cultura, logo pegava no telefone e dizia, “venha para cá urgente, tem gente querendo visitar o museu”. Não sei se esse seria um tratamento comum a todos aqueles que querem visitar o museu e encontram o mesmo fechado, mas digo, se esse não for, que sorte a minha, não?

Enfim, não tive do que reclamar, realmente foi um tratamento exemplar, digno de um cidadão que paga seus impostos, e se decepciona ao chegar no “lazer” de visitar o Museu Histórico e encontrar o mesmo fechado.

As 14:05h entramos no palácio da turca, fui breve, e disse que gostaríamos de ter acesso aos registros históricos do Jornal “O Combate”, nesse momento acho necessário explicar o porque de tal escolha.

Meu bisavô, Benedito Góes de Lima, também conhecido como “Neném do Combate”, trabalhou muitos anos pelo jornal “O combate”, ele era tipógrafo, jornalista, e revisor do mesmo, alguns dizem que ele dedicou toda a sua vida a tal periódico, e minha Avó que me acompanhou é prova disso.

Chegamos à sala de arquivos, meus olhos brilhavam e eu não sabia para onde olhar, números e mais números de jornais, desde “O Combate”, até ao jornal “Democrata”. Conheci um sério, porém gentil senhor chamado Dorival Martins de Andrade, além da grande atenção que nos cedeu, e o bom papo que tivemos, se mostrou um sujeito que adora discussões políticas, além é claro de conhecer profundamente a história de nossa cidade, e digo mais, até mesmo as fofocas da vida dos “senhores nomes de ruas”.

Pedi informações a respeito de 4 personalidades da nossa cidade. Madre Cristina, Joaquim Câmara Ferreira, Alfredo Buzaid, e é claro, Benedito Góes de Lima.

Estes últimos três escreveram durante alguns anos no mesmo Jornal, “O Combate”, e a minha intenção seria saber qual era a relação de Joaquim Câmara Ferreira com Alfredo Buzaid, quando ambos tinham ideais totalmente opostos, mas escreviam no mesmo jornal, e talvez até na mesma época. Infelizmente, tudo que eu consegui por enquanto, foram apenas alguns textos de Alfredo Buzaid no jornal “A Bomba”, porém assinado ainda com seu pseudônimo “Betta”.

Diante disso, disse ao senhor Dorival e também a gentil Sarah, que voltaria para buscar mais informações e aprofundar minha "pesquisa".

Sarah encerrou nossa conversa com poucas porém carinhosas palavras a meu respeito, disse também que é bom o Blog da Moska começar a mostrar a história de Jaboticabal, pois após o nosso primeiro artigo a respeito de história de nossa cidade (A história que eu não sabia), outros periódicos têm procurado o museu para também tratarem de assuntos ligados a história municipal, algo que vai ser de extremo valor para nós munícipes conhecermos um pouco mais das influências que diversas personalidades que nasceram ou passaram por aqui exerceram em nosso país.


(As fotos são de: Ariel Gricio e Carolina Fiorentini)
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