AgroVenenos e nós...
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O Brasil é hoje o miaor consumidor de agrotóxicos de mundo. Além dos danos
aos solos e aos ecossistemas, esses produtos contaminam a água (há uma
portaria ...
Eu grito pelo meu país Que finge, Os absurdos tão normais Onde estou.
Eu desejei o teu lugar Quis agir da mesma forma Aqui todos são iguais!
Impunidade usada pra vencer Comprada com seus votos E sua omissão Legislar ou pedir pão Não seja tão honesto Ou irá morrer! Se resignar e aceitar, Se eles são apenas dez? Não terá o seu quinhão Tão sujo quanto o deles
Normalidade! Senso Comum!
(Me lembro com se fosse ontem do meu pai me falando preu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso era aracelli e ana angélica, dizia que não ia dar em nada, lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir)
Eu desejei este lugar, Quis agir da mesma forma, Aceitar os mais iguais!
Eu desejei o meu lugar, Vou agir da minha forma, Quero coisas mais reais!
(Tempos depois o meu velho se foi e descobri que saber não bastava...)
Tente conceber! Tente Vislumbra! Que é tão igual quanto os Que odeia! Tudo isso vai mudar?
(...Precisava ser alguem e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri a mão do que aprendi para que ser o que eles desejavam que eu fosse, por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por La Madre, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo)
Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida preciso demais desabafar!
Suportei meu sofrimento de face mostrada e riso inteiro se hoje canto meu lamento coração cantou primeiro e você não tem direito de calar a minha boca afinal me dói no peito uma dor que não é pouca tem dó!
Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida preciso demais desabafar!
O sol queimou queimou A lama do rio Eu vi um chié Andando devagar Vi um aratu Pra lá e pra cá Vi um carangueijo Andando pro sul Saiu do mangue Virou gabiru Ô Josué eu nunca vi Tamanha desgraça Quanto mais miséria tem Mais urubu ameaça Peguei um balaio fui na feira Roubar tomate e cenoura Ia passando uma véia Pegou a minha cenoura Ae minha véia Deixa a cenoura aí Com a barriga vazia Não consigo dormir E com o bucho mais cheio Comecei a pensar Que eu me organizando Posso desorganizar Que eu desorganizando Eu posso me organizar Da lama ao caos Do caos a lama Um homem roubado Nunca se engana
Compositor: Chico Science Interprete: Chico Science e Nação Zumbi
Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina Que não ouve o clamor dos esquecidos Onde nunca os humildes são ouvidos E uma elite sem deus é quem domina Que permite um estupro em cada esquina E a certeza da dúvida infeliz Onde quem tem razão baixa a cerviz E massacram - se o negro e a mulher Pode ser o país de quem quiser Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis Por ausência de códigos corretos Com quarenta milhões de analfabetos E maior multidão de miseráveis Um país onde os homens confiáveis Não têm voz, não têm vez, nem diretriz Mas corruptos têm voz e vez e bis E o respaldo de estímulo incomum Pode ser o país de qualquer um Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade Sepultou o idioma português Aprendeu a falar pornofonês Aderindo à global vulgaridade Um país que não tem capacidade De saber o que pensa e o que diz Que não pode esconder a cicatriz De um povo de bem que vive mal Pode ser o país do carnaval Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina E as ciências e as artes não respeita Um país que ainda morre de maleita Por atraso geral da medicina Um país onde escola não ensina E hospital não dispõe de raio - x Onde a gente dos morros é feliz Se tem água de chuva e luz do sol Pode ser o país do futebol Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura Quer ficar sempre no terceiro mundo Que do poço fatal chegou ao fundo Sem saber emergir da noite escura Um país que engoliu a compostura Atendendo a políticos sutis Que dividem o Brasil em mil Brasis Pra melhor assaltar de ponta a ponta Pode ser o país do faz-de-conta Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo