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Como é bom viver aqui

Bem, hoje resolvi fazer algo novo...

Resolvi fazer um vídeo retratando a beleza de nossa cidade, é uma combinação de fotos e música que vale a pena conferir.

Espero que gostem.

Abraços,
Ariel.

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Tão Iguais




Eu grito pelo meu país
Que finge,
Os absurdos tão normais
Onde estou.

Eu desejei o teu lugar
Quis agir da mesma forma
Aqui todos são iguais!

Impunidade usada pra vencer
Comprada com seus votos
E sua omissão
Legislar ou pedir pão
Não seja tão honesto
Ou irá morrer!
Se resignar e aceitar,
Se eles são apenas dez?
Não terá o seu quinhão
Tão sujo quanto o deles

Normalidade!
Senso Comum!

(Me lembro com se fosse ontem do meu pai me falando preu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso era aracelli e ana angélica, dizia que não ia dar em nada, lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir)

Eu desejei este lugar,
Quis agir da mesma forma,
Aceitar os mais iguais!

Eu desejei o meu lugar,
Vou agir da minha forma,
Quero coisas mais reais!


(Tempos depois o meu velho se foi e descobri que saber não bastava...)

Tente conceber! Tente
Vislumbra!
Que é tão igual quanto os
Que odeia!
Tudo isso vai mudar?

(...Precisava ser alguem e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri a mão do que aprendi para que ser
o que eles desejavam que eu fosse, por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por La Madre, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo)
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Deixa Eu Dizer


Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida
preciso demais desabafar!

Suportei meu sofrimento
de face mostrada e riso inteiro
se hoje canto meu lamento
coração cantou primeiro
e você não tem direito
de calar a minha boca
afinal me dói no peito
uma dor que não é pouca
tem dó!

Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida
preciso demais desabafar!


Letra e interpretação: Cláudia
Foto: Sara Sa
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Da Lama Ao Caos


O sol queimou queimou
A lama do rio
Eu vi um chié
Andando devagar
Vi um aratu
Pra lá e pra cá
Vi um carangueijo
Andando pro sul
Saiu do mangue
Virou gabiru
Ô Josué eu nunca vi
Tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem
Mais urubu ameaça
Peguei um balaio fui na feira
Roubar tomate e cenoura
Ia passando uma véia
Pegou a minha cenoura
Ae minha véia
Deixa a cenoura aí
Com a barriga vazia
Não consigo dormir
E com o bucho mais cheio
Comecei a pensar
Que eu me organizando
Posso desorganizar
Que eu desorganizando
Eu posso me organizar
Da lama ao caos
Do caos a lama
Um homem roubado
Nunca se engana

Compositor: Chico Science
Interprete: Chico Science e Nação Zumbi
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O Meu País









Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Compositores: Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
Intérprete: Zé Ramalho
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